Registos quase magnéticos sobre quase tudo, sem se dizer rigorosamente nada.
Nota: para todos aqueles que não comentem os posts, a tortura é serem obrigados a adquirir o livro "Desconstrutor de Neblinas", de Domingos Lobo, autografado pelo próprio.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

POCKET

This blog's handicap is the lack of comentary. This reality makes he's author, me, myself and i, working a complete monologue. Maybe in english someone posts here some shit. I don't know, but let's find it out. Like the portuguese musicians that renegate their mother language to sing with the vocabulary of our Metween friends, i'm gonna work this blog in english.
So, comment this!

Happy new year!! Suckers!
Peter

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

BENFICA METEU O FCPORTO NO BOLSO

Esta capa do Jornal A Bola encheu-me as medidas. Um Benfica à Benfica foi o que se viu ontem no maltratado relvado da Luz. Mas o maltratado relvado e a chuva intensa foram condições madrastas para ambas as equipas. Daí não há desculpa. O que mais gostei foi do Jesualdo vir a terreiro, no flash interview da Sport TV, dizer que o FC Porto foi a melhor equipa e que dominou a toda a largura do terreno. Não vi esse jogo. Devo ter estado desatento. Em todo o caso note-se que em 96 minutos o FCP fez 4 remates à baliza encarnada. O Benfica fez uns meros 16. Mas se o Jesualdo diz que o FCP dominou e podia ter ganho, ele lá sabe o jogo que viu.
Que grande capa de jornal. E o Benfica ontem, foi de facto Gigante. Ridicularizou o FC Porto e mostrou que o Pedro Marques Lopes (no À Lei da Bola - SAPO) se equivocou.
Uma última nota para falar da arbitragem. Foi má, prejudicou o Benfica (os amarelos ao César Peixoto e ao David Luís começaram logo a condicionar o jogo defensivo encarnado) e nem falo na grande penalidade escandalosa nem na agressão do Cebola Rodríguez ao Javi Garcia. Em todo o caso, Jesualdo, estou contigo. O FC Porto bem que podia ter ganho o jogo. Não ontem, mas podia. (Come umas Felhoses que a azia passa).

ps- apesar de algum facciosismo da minha parte, há nisto tudo um fundo de verdade, começando logo pelo facto de que o Benfica é Grande. Podemos não ser Campeões, mas este Benfica está bem e recomenda-se.

ps 2 - Boas Festas. Até o Pai Natal é vermelho!

Pedro

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

NATAL DE BOLSO

Este é um blog atípico. Ou se escreve duas ou três coisas seguidas, ou se está quase seis meses sem colocar posts. Se muitas vezes chateava o meu companheiro de blog para mandar para aqui uns bitaites, coisa em que ele é bom, a escrita dele muitas vezes falhava na hora H e lá ficava este blog sem postagem. Por isso e a partir de agora, o Lobo passa a ter a porta aberta para aqui escrever o que quiser, mas como convidado de honra. O blog, esse, reclamei-o para mim. Fica com o mesmo nome, mas bem que se podia chamar o blog do Lagareiro ou coisa que o valha. Não me comprometo a escrever para aqui trapalhadas todos os dias, nem mesmo todas as semanas, mas comprometo-me a dar mais actividade literária a este espaço de profusão da palavra. Mas para que isso se possa tornar mais que um monólogo de ideias sem fundamento, é preciso que os raros seguidores escrevam por cá qualquer coisa, nem que seja mandar-me para onde quer que entendam.
Boas Festas.

Pedro

sexta-feira, 17 de julho de 2009

LARGADAS E TOIRADAS - SEMPRE NO NOSSO BOLSO

Vira o disco e toca o mesmo
Numa altura em que as festas tradicionais, algumas de cariz mais popular que outras, acontecem semanalmente um pouco por todo o país, os defensores dos animais voltam à carga contra às touradas. É uma moda que só pega nos meses mais quentes e que tem uma solução praticamente imbatível: extinguem-se os toiros e acabam-se os “maus-tratos”. Remédio santo!

Mas se os espectáculos de toiros; essa tradição secular e tão portuguesa que principalmente no Ribatejo faz fervilhar o sangue dos homens cada vez que o toiro sai “à rua”; são amplamente criticados, ninguém se lembra das condições aberrantes em que, por exemplo, os porcos são criados. Suiniculturas, a maior causa de poluição de rios e de outros recursos aquíferos, que pode até causar epidemias à escala mundial. E alguém se preocupa com isto?
Sintra e Cascais declaram-se como dois concelhos “livres de touradas”. Uma moda. Porque ao fim e ao cabo, Sintra tem suiniculturas do pior que existe no país e Cascais tem planos de urbanização e construção muito mais agressivos e selvagens do que as condições de vida e de dignidade que o toiros têm no campo. Mas o que preocupa estes dois concelhos é declararem-se “livres de touradas”. Está certo!
E ninguém está interessado em saber como se matam os porcos nas suiniculturas – talvez seja até melhor não saberem. Há mais interesse na barbárie da tradição da matança do porco na aldeia (graças à qual ainda se conseguem comer uns enchidos sem sabor a plástico), do que como se matam porcos nas “fábricas”.
O que querem é que deixemos de poder ver corridas e brincadeiras de toiros – já nos tiraram o Escudo acabando assim com uma das nossas identidades, querem acabar com mais uma! Eu gosto muito de ver corridas, esperas e brincadeiras de toiros, talvez porque sou Ribatejano, ou talvez porque até gosto do meu país e das suas tradições. Não sei o que seriam as festas no Ribatejo sem toiros nem tão pouco sei se fariam sentido. O que sei é que há tanta coisa para nos preocuparmos e andam por aí alguns “iluminados” a querer acabar com uma tradição tão nossa.
As manifestações e os argumentos dos “engomadinhos anti-touradas” são coisas que me fazem muita confusão, embora não me surpreendam.Em vez do chico-espertismo que por aí se vê sempre que as câmaras de televisão e os microfones das rádios lhes são apontados, deviam usar os tempos de antena concedidos para coisas mais úteis e bem mais chocantes que acontecem, não só pelo país, mas também por todo o mundo.

Pedro

quinta-feira, 4 de junho de 2009

NO BOLSO DOS OUTROS

"Editado no ano passado e quase completamente ignorado pela crítica jornaleira e programas literários diversos, recupero aqui o mais que recomendável livro de contos de Domingos Lobo, editado pela Cosmos.O manifesto estético fica definido nos três relatos iniciais: a perfeição da escrita em Os gatos pardos e as chuvas de Janeiro, o humor corrosivo e acutilante de A estranha guerra do Largo do Intendente, e o murro no estômago de Pena capital. Há ainda espaço para um pequeno e sublime texto chamado A flauta, e para um título extraordinário: Monólogo do corcunda frente ao espelho quebrado das mil e uma noites.De humor corrosivo e murros no estômago se faz também Os navios negreiros não sobem o Cuando (ler um excerto aqui), romance do autor sobre a guerra colonial, em que os segundos se vão sobrepondo em crescendo ao primeiro, tirando-nos da cara o sorriso e substituindo-o, quase imperceptivelmente, pelo esgar da revolta e da impotência. Como apreciação comparativa, e sendo a temática idêntica, não fica nada atrás dos primeiros livros de Lobo Antunes, nomeadamente de Os cus de Judas. Nada mesmo. Antes pelo contrário."

Retirado do Blog A Escada de Penrose

terça-feira, 14 de abril de 2009

O BOLSO DE DOMINGOS LOBO


OUTROS MODOS DE CUMPRIR O SILÊNCIO
“O ROMPER DAS ONDAS”, de Rui Herbon


É provável que o poema de Sophia “Gritava Contra o Silêncio” diga mais deste novo romance de Rui Herbon, “O Romper das Ondas” (Prémio de Ficção de Almada/2008) do que as mais lúcidas lucubrações críticas: “Gritava como se estivesse só no mundo/como se tivesse ultrapassado/toda a companhia e toda a razão/e tivesse encontrado a pura solidão./Gritava contra as paredes, contra as pedras,/contra a sombra da noite.
Erguia a sua voz como se a arrancasse do chão,/como se o seu desespero e a sua dor/brotassem do próprio chão que a suportava./Erguia a sua voz como se quisesse atingir com ela/os confins do universo e aí,/tocar alguém, acordar alguém, obrigar alguém a responder./Gritava contra o silêncio.
A grande poesia explica, explica-nos, da maneira mais profunda; vai-nos às entranhas do ser em sua linguagem de signos: deixa-nos num êxtase de perplexidade, o interior do espelho que teimamos ver e nos está vedado; a poesia convoca-nos para os escombros do ser, para o enigmático, para os nossos mais escusos labirintos. É assim este livro de Rui Herbon, O Romper das Ondas.
Este livro começa por ser um corpo estranho no descolorido árido da actual ficção portuguesa. É um objecto lapidado até ao osso, um verbo límpido e seguro; a metáfora inesperada e sempre inventiva; a profunda ascese das palavras em seu inabitual rumor.
Tal como já acontecia no livro anterior Os Girassóis, igualmente este O Romper das Ondas é incómodo porque penetra, indelével, essa pele, esse cerco da nossa mais extensa e inominável solidão – a inquietação existencial, a impossibilidade de redenção (no sentido exódico), a incomunicabilidade como condição de absoluto.
Um texto moderno, assertivo porque se recusa à exibição; contemporâneo porque perplexo perante o seu tempo e a racional sensibilidade que o enforma. Exigente, porque arrisca, é insubmisso e vai contra a corrente; experimenta sem claudicar. Há neste romance uma voz grave, imperativa, feita de múltiplos diálogos, de um imaginário que toca Nick Cave e se sublima numa poética do ser, num hermetismo deslumbrado a lembrar Rui Nunes. Um livro que é um caso em sua exigente singularidade.
As estórias que O Romper das Ondas vai introduzindo na narrativa, proporcionais às entradas em cena das vozes (é um romance feito de vozes e de narradores, de onde os personagens estão ausentes ou serão aquilo que leitor inventar a partir de traços onde a subjectividade impera) que a preenchem, estão fora dos nossos referentes habituais e emotivos. A ambiguidade que este romance encena de forma magistral, elabora uma ficção alicerçada em referentes decadentistas, próximos de Bret Easton Ellis – mas sem a gratuitidade violenta deste, e o interiorismo avassalador e apocalíptico de William Burroughs.
Em O Romper das Ondas, as relações dos amantes são ecos de uma voz que se escoa e perde na voragem dos rumores íntimos, nesse esgotar dos sentidos: um acto espúrio. O romantismo, os resquícios que possam perdurar nos imaginários comportamentais hodiernos, está morto e enterrado. O amor é uma inutilidade, um simulacro, uma vibração de passagem – tão absurdo como a vida. Um abcesso, uma excrescência, uma etapa que se extingue vorazmente. Nesse amor, mesmo na abjecção, não há tragédia, mesmo quando os amantes encenam o suicídio – um acto de recusa, portanto.
A escrita de Rui Herbon é uma escrita feita de recusas: do fácil, do hiperbólico, do sonso ronronar barroco com que comparsas seus enfeitam o travejamento fabular. Rui Herbon apela a uma activa e permanente cumplicidade do leitor, não busca o olhar complacente de quem o lê, daí a provocação permanente, o jogo de quem tem os trunfos e os revela e oculta em permanente mutação. Uma escrita dentro da escrita, o seu abstracto e inquestionável percurso, eis o fulcro pelo qual se espraia o prosaísmo de Herbon. Este romance é um discurso “que fala por si”, ou seja, é o que quer dizer e o que esconde, um jogo de sombras em constante reverberação: o romance como representação.
O autor arrisca, confronta-se e reinventa-se permanentemente nesse frágil e orgânico corpo; rompe, com um sarcasmo acutilante e dúctil, com a modorra bem-pensante e bem-comportada que anda por aí a esponjar-se no lodo de uma literatura que finge uma existência que não é a sua, mesmo considerando a fatuidade que toda a obra de arte implica.
Este romance fala-nos da estranheza do vivido, de um compulsivo regresso aos campos escuros da memória e subjectivisa essa complexidade formal no sentido pessoano de “ontem/hoje”, utilizando a frase elíptica, a metáfora continuada (como acontece com Álvaro de Campos), a sinestesia que acompanha as falas e a narrativa, a forma modelar com que o romance percorre o seu corpus semântico para envolver um léxico ascético, maduro nas reverberações da fala, nos conflitos íntimos, no decadentismo que a enforma.
O Romper das Ondas é um romance que se “dissolve como um sonho ao romper do dia”, para utilizar uma frase de Óscar Lopes. Mas que, dissolvendo-se, permanece na angústia que transporta, na inquietação que suscita. É um romance solipsista, de estados de alma, com abúlicos e obsessivos momentos de descontinuidade, atravessados por uma poética despida, incisiva mas consciente da sua efemeridade. Há neste romance uma “consciência da consciência” como encontramos no Diário Íntimo de Henri-Fréderic Amiel, um radicalismo perceptivo de raiz bergsoneana.
O paradoxo existencial acontece em fragmentos de consciência, dir-se-ia de uma supralucidez que a narradora/personagem conceptualmente contém – mesmo quando a loucura parece marginar esta descida aos infernos do ser. De resto, é esta lucidez transversal que estrutura discursivamente o romance, que se vai adensando na 3ª. Parte, na qual o autor tenta deixar pista que componham o puzzle indistinto e dificilmente percepcionável pelo leitor comum. Desde Rui Nunes que o romance português não se aventurava por estas águas profundas, não arriscava um tão absorvente léxico para comunicar o incomunicável. Um romance que percorre a autoconsciência como sinal de continua perturbação, uma razão inescrutável na personagem principal deste romance que a faz deambular, psiquicamente, por unívocos universos; a inquietação, que é do domínio do consciente, em permanente interrogação; a absurda subjectividade do ser de Heidegger: o vazio, o nada. As perturbações do ser que encontramos no Livro do Desassossego de Bernardo Soares e, anteriormente, em Raul Brandão. “Antes, sabendo, ser nada, que ignorando: nada dentro de nada”, Ricardo Reis.
As sensações que a narrativa de Rui Herbon exprime (ou escamoteia) são de ordem subjectiva como em Alberto Caeiro, são reacções opositivas da sensibilidade. A protagonista sente de forma descontínua e por imposição abstratizante do narrador(a). Desse modo, o autor propõe-nos uma aventura sensorial, ao modo epigramático de Maria Gabriela Llansol, pelo interior sensitivo da personagem. E é essa viagem que é sedutora pelo inesperado, pela amálgama de sentidos que propõe. Daí esta viagem de interiores (pela casa, pela memória, pelas paixões, pelos companheiros de jornada; os que morreram (o ex-seminarista?); os que se perderam pelos caminhos da ficção – da vida?).
Esta escrita é, na sua singularidade, um jogo de aparências, de simulacros – a reinvenção permanente dos labirintos do absurdo no qual é difícil desvendar os códigos, mesmo quando nos aproximamos da luz. Daí o olhar, as várias derivas em que se inscreve, ser o mais palpável desta narrativa, o seu mais seguro chão. Mas um olhar que se nega a ver o pormenor, a descrevê-lo; apenas plana sobre os seres, as coisas, ou poucos lugares que nomeia: Nova Yorque, Paris, Rio de Janeiro, Elisa, Leonor, Butch – embora haja, para cada um, uma estória breve, quase sempre de recorte kafkeano ou herdada de Camus (de quem o autor nomeia uma passagem de O Estrangeiro). Assim, este olhar é um olhar sintético, loquaz, fenemenológico, afastando-se da lógica sincrética da narração comum: dir-se-ia entre o introspectivo de Rui Nunes e o abstratizante poético de Rodrigo Guedes de Carvalho – sem a fragmentária metástase de António Lobo Antunes.
Este jogo cromo-sintético radica num espaço interiorizado até à obsessão (a cama como espaço de desespero, de êxtase, de abandono – também do erotismo, do reencontro com um corpo que a protagonista procura e entra depurado pelos espelhos). O acto de ver é, assim, um acto inconsequente porque fechado em si: o olhar é um contínuo perceptível do real intraduzível, esse espaço entre “a imaginação e a nossa actividade intelectual”(1), de uma omnipresente sensação de vazio: nada é nada e a linguagem só produz novas formas de incomunicabilidade – a essência está algures, não é percepcionável.
Este modo existencial da protagonista – ou do narrador que denuncia esta íntima relação do corpo como um mundo onde todas as sensações coabitam, poderia caber inteiro nestes versos de Alberto Caeiro: “Fecho os olhos e a terra dura sobre que me deito/Tem uma realidade tão real que até as minhas costas a sentem./Não preciso de raciocínio onde tenho espáduas”. E esta paradoxal visão da vida e da sua ficção que O Romper das Ondas inscreve está ainda presente nestes versos de Caeiro: “Eu vejo a ausência de significação em todas as cousas”.
Há uma ascese elíptica neste modo de narrar que nos estremece, mesmo quando o hermetismo fragmentário desta fala torna, por vezes, intraduzível a substância – é a forma que prevalece e essa voz unívoca é, em si, um valor de sedução e apego do leitor.
Não já a realidade que de todos os lados assola o personagem de Os Girassóis, em O Romper das Ondas o real é extrínseco à narrativa, vive marginal a ela, fechada num tempo irrecuperável que se perdeu algures. Como para Caeiro, neste romance de Rui Herbon, “sentir é distrair-se” da vida, do seu húmus elementar, dessa seiva que alimenta os sentidos mas onde, paradoxalmente, nos perdemos.
As hipóstases que este romance suscita conduzem-nos à reflexão, são um desafio à nossa capacidade de entrar no jogo, de perceber que esse universo existe apenas na factualidade ficcional e que a realidade se esparsa dentro destes muros. O desconstrucionismo de Derrida (e de De Man) fala desta abordagem dos conflitos inorgânicos, da sua inocuidade representativa.A escrita de Rui Herbon aproxima-se destas sínteses cognitivas. Ou seja, este romance inscreve-se nas definições avançadas por Miguel Real no livro Geração de 90 – Romance e Sociedade no Portugal Contemporâneo: “ alia o objectivismo mais chão ao subjectivismo mais delirante”. Um texto onde se cruzam as linhas mais intensas da narrativa contemporânea: realismo, subjectivismo e desconstrucionismo.
Ao driblar as linhas de fuga, o romance O Romper das Ondas, inaugura um novo paradigma: não será mais possível falar do amor, das pulsões interiores, sem uma ruptura com a linguagem: há uma linguagem que inaugura um modo de dizer a solidão hodierna, os modos de dizer o silêncio e a incomunicabilidade, uma forma outra de no-lo dizer, de gritar contra o silêncio.

(1) – Fernando Guimarães, A Poesia Portuguesa Contemporânea – Edições Quasi

DOMINGOS